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Como_ criar um__ hospita_-l livre de cigarros

Sábado, 07 Dezembro 2013 11:42

Acesse: Como criar um hospital livre de cigarros.pdf 

Como criar um hospital livre de cigarros

Dr. Ronaldo Laranjeira, Ph.D
Dr. Montezuma Pimenta

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que o fumo cause cerca de 3 milhões de mortes por ano no mundo todo (Peto e col. 1994). Se a tendência atual for mantida, no ano 2020 cerca de 10 milhões de pessoas estarão morrendo anualmente por causa do cigarro, sendo que esse aumento de mortalidade ocorrerá principalmente nos países em desenvolvimento. Um estudo prospectivo realizado por mais de 40 anos com 35.000 médicos ingleses recentemente publicado (Peto e col. 1994) mostrou que metade dos fumantes morrem de causas diretamente relacionadas ao cigarro. Fumantes que morreram entre os 35 e os 69 anos perderam em média 22 anos de vida. Mesmo os que sobreviveram além dos 69 anos, perderam cerca de 8 anos de vida por causa do cigarro.
Nos países em que o custo social do fumo foi bem avaliado, os dados se mostraram alarmantes. Nos EUA, por exemplo, cada maço de cigarros vendido gera um custo de U$ 2 em cuidados com saúde. A cada ano, 70 bilhões de dólares — ou seja, 7% do orçamento americano para a saúde — são gastos com o tratamento de doenças diretamente causadas pelo fumo.
Por tudo isso, o tabagismo vem sendo considerado a pior epidemia dos países desenvolvidos na atualidade. Desta forma, nos últimos vinte anos um grande esforço tem sido feito para conter o uso de cigarros nesses países. Um marco importante nesta luta foi o relatório de 1988 do "Surgeon General" dos EUA que reuniu as evidências científicas então disponíveis caracterizando definitivamente a nicotina como uma substância psicoativa causadora de dependência. O mesmo relatório também estabeleceu o papel da nicotina como responsável pela manutenção do comportamante de fumar. Em relação às possíveis estratégias a serem usadas para enfrentar o problema esse relatório reconhece que não existe uma intervenção única para deter esta epidemia. Ao contrário, a melhor estratégia em termos de saúde pública seria uma combinação de ações como: educação de saúde em relação aos riscos do fumo e para mudar as atitutes em relação ao cigarro, proibição da propaganda do cigarro e das vendas para menores de idade, aumento dos impostos, grupos de aconselhamento breve para os fumantes que não conseguem parar mesmo após várias tentativas, restrições ao fumo nos lugares públicos. Dentre essas restrições, a proibição nas escolas e hospitais deve ser prioritária.
O hospital é um ambiente privilegiado em relação ao fumo por vários motivos

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RELATÓRIO FINAL - II LENAD

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